
Escrito por Uemerson Florencio
Diante do desconhecido o ser humano tem uma tendência natural para a criação de cenários mentais. E quando se refere ao ambiente educacional nota-se uma intensa chuva de especulações por não saber quem será o educador ou educadora para ministrar esta ou aquela disciplina. Sendo assim, antes de conhecer pessoalmente o foco concentra-se na elevada expectativa do nome de quem conduzirá a aula, ainda sem conhecer ao vivo. Os alunos procuram saber quem irá ministrar as aulas, quem saber o perfil, questionam o inimaginável e, por vezes, essas especulações trazem fortes julgamentos negativos ou positivos.
É neste momento que a abordar linguagem corporal neste ambiente é dar prioridade a um tipo de comunicação que normalmente a maioria dos profissionais da educação não levam a sério, por se tratar de um relações com alunos, pessoas que alguns julgam que dependem do conhecimento deles. Mas se enganam os profissionais que pensam assim, pois é no primeiro contato que a atenção é direcionada, a chamada primeira impressão, a imagem fotográfica mental.
E, se as especulações anteriores estiverem em concordância com a linguagem corporal transmitida naquele momento, muitos professores ganharão um grande kit resistência até o final do ano letivo. Afinal, neste contato imediato toda a atenção é realmente direcionada para os primeiros minutos da apresentação do profissional, suas micro expressões faciais, seus gestos e falas. Ainda acrescento, de acordo com os tipos de linguagens corporais conscientes e inconscientes transmitidas na sala de aula, muitos professores podem estar dialogando, ativando e consolidando muitos traumas em seus alunos.
No ambiente escolar há uma grande batalha velada ou exposta a respeito das titulações entre os professores, a guerra das vaidades, quem fez o que e de onde veio. Uma realidade entre muitos profissionais da educação, onde apresentam currículos muito bem elaborados e por vezes, acompanhados de lindos argumentos de efeito para impressionar os gestores escolares e alcançar o status de bom e extraordinários!
Muito bem, será que quando estes profissionais shows entram na sala de aula para o cumprimento das suas habilidades e competências, a partir da disciplina a serem ministradas, promovem o verdadeiro desenvolvimento humano desses alunos? Será que com todos os seus títulos acadêmicos conseguem alcançar e entregar os seus vastos conteúdos com total pragmatismo, praticidade, aplicabilidade, produtividade, rentabilidade face aos desafios em sala de aula? Ou eles são verdadeiros desafios para o desenvolvimento desses alunos? Eles alavancam ou travam os alunos?
Os alunos não são seres vazios, eles trazem as suas bagagens culturais, costumes, crenças, traumas, liderança, valores e personalidade própria para se posicionar da forma que melhor lhe convenha de acordo com o cenário em que se encontre. Sendo assim, ao assistir a exposição inicial dos seus educadores, eles certamente analisam as suas performances e aos mais atentos, focam as suas atenções para a comunicação do conteúdo. Daí, a partir da análise da linguagem corporal, trago uma pergunta clássica Senhores professores: Será que os Senhores transmitem o que vocês desejam? Será que os Senhores transmitem o que os alunos percebem?
* Uemerson Florêncio – (Brasileiro) Empreendedor. Treinador, palestrante e correspondente internacional de opinião para 5 países de língua portuguesa na África (São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau e Angola), 5 países de língua espanhola (Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru e Espanha), Estados Unidos e Brasil onde expõe sobre a análise da linguagem corporal, gestão da imagem, reputação e crises. Criador do método pentágono da comunicação. Gestor de conteúdo do site da empresa Conceito Treinamentos no Brasil.
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